Suor pode eliminar metais pesados, mas não promove desintoxicação relevante
Quantidade de metais no suor é baixa e aumentar a produção com sauna ou exercícios físicos intensos não faz diferença em caso de intoxicação
Composição do suor: o líquido pode conter metais como chumbo, arsênio, cádmio e mercúrio;
Eficácia na desintoxicação: não há evidências clínicas de que o aumento da sudorese reduza de forma relevante a carga de metais no corpo;
Riscos à saúde: o estímulo excessivo ao suor pode causar desidratação e perda de eletrólitos, sem eficácia terapêutica em quadros de intoxicação.
O suor é um dos mecanismos mais eficientes do corpo. Para além de água e sal, o líquido também pode conter metais pesados.
Na composição química, é possível encontrar chumbo, arsênio, cádmio e mercúrio, por exemplo. Porém, o suor não promove uma desintoxicação clinicamente relevante, e a presença dos metais não significa intoxicação.
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“A quantidade eliminada varia muito entre indivíduos, conforme o metal, a exposição e até a forma de coleta do suor. De maneira geral, a evidência disponível não demonstra que aumentar deliberadamente a sudorese produza uma redução clinicamente relevante da carga desses metais no organismo”, ensina o dermatologista Rafael Parisi, do Hospital Brasília.
Por isso, saunas e exercício intenso não são estratégias eficazes para reduzir a concentração de metais pesados no corpo. O quadro só é diagnosticado com a avaliação de biomarcadores e identificação da fonte de contaminação.
“Até o momento, não existem evidências clínicas robustas de que sauna, exercício ou sudorese intensa sejam estratégias eficazes para reduzir a concentração corporal de metais pesados”, explica a farmacêutica Andreia Vidal, do DB Toxicológico.