Nutricionistas explicam como a dieta pode resolver o intestino preso





Quando a temporada de férias chega, manter horários regulares fica difícil, especialmente para quem já tende a ter problemas para usar o banheiro fora de casa. Enquanto a mente descansa com a mudança de ambiente, o intestino normalmente apresenta dificuldades de funcionamento.


Popularmente conhecida como prisão de ventre, a constipação ocorre quando uma pessoa fica mais de três dias sem evacuar. O intestino preso leva ao desconforto abdominal, inchaço e pode provocar ressecamento de fezes e até a necessidade de intervenção médica em situações prolongadas.


Algumas pequenas mudanças de hábito, porém, podem ajudar a diminuir a sensação de intestino preso. “A maior parte dos casos é fruto de uma dieta pobre em fibras, desidratação e ausência de atividade física, então lembrar de uma alimentação equilibrada e fazer pequenas mudanças no estilo de vida é fundamental para tratar a constipação”, diz a nutricionista Thamires Lima, do Oba Hortifruti.


Água e fibras


Intestino preso ou prisão de ventre correspondem a nomes populares da constipação, quadro que costuma afetar com maior frequência as mulheres, especialmente por questões hormonais.


Seja qual for a origem do desconforto, a alimentação exerce um papel central no alívio dos sintomas. A nutricionista Ana Paula Braun, de São Paulo, explica que escolhas alimentares planejadas ajudam a melhorar o quadro de forma gradual.


A especialista orienta a manter a ingestão elevada de líquidos e adequar o consumo diário de fibras. “Ao acordar, por exemplo, a dica é ingerir copo de água de 200 ml ainda em jejum. Isso facilita as funções do organismo, inclusive o funcionamento do intestino”, defende.

A especialista reforça que a alimentação adequada representa a melhor solução para evitar constipação crônica ou uso frequente de remédios de efeito rápido. “Um cardápio rico em frutas, legumes, verduras, cereais integrais, sementes, nozes, castanhas e carnes magras faz toda a diferença na saúde intestinal, além de muita água, essencial no processo de eliminação de fezes”, indica a nutricionista.


Rotina para melhorar o trânsito intestinal


Além da hidratação, o consumo de fibras merece atenção constante. Esses componentes dividem-se entre insolúveis e solúveis. O primeiro grupo responde pelo volume e pela consistência do bolo fecal. O segundo atua na alimentação das bactérias benéficas presentes no intestino. O equilíbrio entre esses tipos favorece o trânsito intestinal regular.


Thamires orienta escolhas simples no dia a dia. “Para manter ambos regulados, basta caprichar na alimentação. Invista em refeições com folhas verdes, sementes como chia e linhaça, cereais como o farelo aveia, e frutas como o mamão, kiwi ou ameixa”, indica a nutricionista.

A prática regular de atividade física também aparece como fator relevante. O movimento corporal estimula o peristaltismo intestinal e facilita a eliminação das fezes. “Caminhadas, exercícios leves e deslocamentos diários contribuem para regularidade intestinal”, finaliza.






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