O que a ciência diz sobre creatina contra a depressão





Pesquisadores têm estudado o papel da creatina no tratamento dos sintomas da depressão e acharam resultados promissores. Atualmente, o suplemento é mais utilizado por quem visa aumentar a capacidade muscular e não tem indicação para tratar o transtorno mental – pelo menos, por enquanto.


De acordo com especialistas entrevistados pelo Metrópoles, as pesquisas trazem esperança para a creatina se tornar um tratamento contra quadros depressivos, porém, os resultados ainda são muito iniciais e heterogêneos.



A neurologista Thaís Augusta Martins aponta que os estudos atuais ainda são pequenos e as evidências científicas para o uso eficaz são baixas, mas trabalhos mais aprofundados serão bem-vindos para uma resposta definitiva sobre a suplementação.


“Se usada, a creatina seria um coadjuvante a outros tratamentos com evidência robusta de benefício, como antidepressivos e psicoterapia. Nos trabalhos atuais, o tempo de resposta contra o transtorno não foi imediato, demorando entre duas e oito semanas”, explica a coordenadora de neurologia do Hospital Santa Lúcia, em Brasília.

Como a creatina poderia ajudar contra depressão


A creatina é um composto de aminoácidos produzido naturalmente pelo corpo, por meio do fígado, rins e pâncreas. A suplementação é bastante utilizada para quem prática exercícios físicos para renovar os estoques de energia dos músculos rapidamente, especialmente a produção de trifosfato de adenosina (ATP), a principal molécula energética usada pelas células. Assim, o desempenho em atividades de alta intensidade melhora e, consequentemente, o ganho de massa muscular também.


Segundo estudos, o modo de ação da creatina contra a depressão segue um caminho parecido. Situações de grandes exigências metabólicas, como estresse, processos inflamatórios, privação de sono e episódios depressivos, exigem alta demanda energética do organismo e o suplemento funcionaria como uma “bateria de emergência” para o cérebro.


“Muitos quadros depressivos e transtornos de humor estão associados a alterações metabólicas cerebrais, inclusive no metabolismo energético. É justamente nesse ponto que a creatina atua, ajudando a reciclar o ATP de forma mais eficiente”, conta o psiquiatra Diego Tajes, do Einstein Hospital Israelita, em São Paulo.

O especialista explica que alguns experimentos sugerem um possível efeito neuroprotetor através da creatina, reduzindo danos mitocondriais e de processos de toxicidade celular. No entanto, recomenda cautela. “Os estudos existentes são pequenos, heterogêneos e incipientes. Não há, até o momento, resultados conclusivos ou uma uniformidade suficiente para recomendações clínicas amplas”, afirma Tajes.


Tratamento coadjuvante


Com resultados promissores, novos estudos deverão ser realizados e a expectativa é que a creatina possa se tornar mais uma alternativa para tratar a depressão. No entanto, ela não será uma terapia única e sim utilizada conjuntamente com outras opções já presentes, como medicamentos e acompanhamento psicológico.


“De forma geral, a creatina é uma possibilidade nova e bastante interessante. Embora ainda não seja um tratamento comprovado para a depressão, é um caminho promissor que pode, no futuro, ampliar as opções terapêuticas e agregar valor ao tratamento dos pacientes”, destaca o psiquiatra.


O que tem eficácia comprovada contra a depressão


Atualmente, a condição mental é tratada através de uma abordagem principal: o acompanhamento médico. Em algumas situações, a psicoterapia precisa ser acompanhada de medicamentos prescritos por psiquiatras para auxiliar na recuperação da motivação e clareza mental. Mudanças no estilo de vida — incluindo a realização de exercícios físicos, alimentação balanceada e gerenciamento do estresse — também ajudam a melhorar o quadro.


O apoio familiar e de amigos, com presença constante e respeito aos limites do paciente também são atitudes importantes para o enfrentamento ao transtorno.


Em situações mais graves, especialmente quando há risco de suicídio, é essencial não deixar o paciente sem supervisão. A qualquer emergência, acione imediatamente o Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo telefone 188.


Mito ou verdade: o que a ciência diz sobre creatina contra a depressão - destaque galeria

A depressão é uma doença psiquiátrica caracterizada por tristeza profunda, sentimento de desesperança e pela falta de motivação e interesse em realizar qualquer tipo de atividade. Essa condição pode ser crônica, tornando a se repetir em vários momentos da vida, ou episódica, desencadeada por alguma emoção específica
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A depressão é uma doença psiquiátrica caracterizada por tristeza profunda, sentimento de desesperança e pela falta de motivação e interesse em realizar qualquer tipo de atividade. Essa condição pode ser crônica, tornando a se repetir em vários momentos da vida, ou episódica, desencadeada por alguma emoção específica

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A luta contra esse mal começa, inicialmente, na busca do paciente por ajuda. Em seguida, além do tratamento indicado por um especialista, mudanças no hábito de vida são essenciais para combater a doença
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Um desses hábitos é ter boas noites de sono. Dormir bem é necessário para manter a saúde mental. Alguns estudos sugerem que pessoas com insônia são até dez vezes mais propensas a ter depressão
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Manter-se longe de situações que podem causar estresse é outra recomendação. Apesar de parecer impossível excluir essa reação tão danosa das nossas vidas, uma vez que ela é provocada por fatores que não podem ser controlados, é possível gerenciar os nossos sentimentos durante situações estressantes. Autoconhecimento e certas técnicas ajudam a lidar com o problema
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Manter-se longe de situações que podem causar estresse é outra recomendação. Apesar de parecer impossível excluir essa reação tão danosa das nossas vidas, uma vez que ela é provocada por fatores que não podem ser controlados, é possível gerenciar os nossos sentimentos durante situações estressantes. Autoconhecimento e certas técnicas ajudam a lidar com o problema

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Realizar atividades físicas é outra indicação para quem tem depressão. Além de manter a cabeça ocupada e focada, exercícios ajudam o corpo a liberar endorfina, substâncias químicas que reduzem a dor e melhoraram o humor. Praticar dança, natação, vôlei ou qualquer outra atividade que você se interesse pode fazer toda diferença
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Realizar atividades físicas é outra indicação para quem tem depressão. Além de manter a cabeça ocupada e focada, exercícios ajudam o corpo a liberar endorfina, substâncias químicas que reduzem a dor e melhoraram o humor. Praticar dança, natação, vôlei ou qualquer outra atividade que você se interesse pode fazer toda diferença

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O álcool pode agravar sintomas depressivos em função de seus efeitos sobre o sistema nervoso central. Beber deixa o paciente menos propenso a seguir o tratamento contra a depressão. Também o coloca em situações mais propícias para ter problemas em casa ou no trabalho
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Manter distância de pessoas negativas é outro hábito que deve ser praticado por quem luta contra a doença. É muito importante ter uma rede de pessoas confiáveis com quem se possa conversar sobre a vida. Contudo, para pessoas que estão em um momento de fragilidade pode não ser adequado ficar repassando assuntos negativos
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Manter distância de pessoas negativas é outro hábito que deve ser praticado por quem luta contra a doença. É muito importante ter uma rede de pessoas confiáveis com quem se possa conversar sobre a vida. Contudo, para pessoas que estão em um momento de fragilidade pode não ser adequado ficar repassando assuntos negativos

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Se você não está se sentindo bem, procure permanecer ao lado de pessoas que o alegram e despertam sentimentos positivos
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Assim como em qualquer outra condição, é preciso assumir o problema para que ele possa ser tratado. Portanto, se você está se sentindo deprimido, não deixe de buscar ajuda
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Geralmente, a psicoterapia costuma ser a primeira indicação para casos leves. Já para quadros moderados e graves, o uso de antidepressivos é a conduta mais indicada. Segundo especialistas, quando o tratamento é feito de maneira precoce, os resultados são muito melhores, proporcionando mais tempo livre de sintomas e redução da chance de novos eventos
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Geralmente, a psicoterapia costuma ser a primeira indicação para casos leves. Já para quadros moderados e graves, o uso de antidepressivos é a conduta mais indicada. Segundo especialistas, quando o tratamento é feito de maneira precoce, os resultados são muito melhores, proporcionando mais tempo livre de sintomas e redução da chance de novos eventos

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