Vacina em teste tem bons resultados na prevenção do câncer de intestino





Uma pesquisa conduzida por uma equipe internacional e liderada pelo médico espanhol Eduardo Vilar-Sánchez, do MD Anderson Cancer Center, nos Estados Unidos, aponta um possível avanço na criação de vacinas para a prevenção do câncer de intestino.


O estudo avaliou pacientes com síndrome de Lynch, uma condição hereditária rara, que afeta cerca de uma em cada 270 pessoas, e aumenta a chance de desenvolver o tumor. De acordo com os dados iniciais, a vacina conseguiu impedir o surgimento de novas lesões e manter estáveis as que já existiam.



Ensaio com pacientes de síndrome de Lynch


O estudo acompanhou 45 pessoas com síndrome de Lynch que, apesar de não terem câncer, já apresentavam pólipos no intestino. Os pólipos são saliências na parede do cólon que podem se transformar em tumores com o passar do tempo.


Um ano depois da aplicação da vacina Nous-209, os pesquisadores não encontraram lesões novas nos participantes.


Isso significa que além de frear as lesões, os pólipos que já existiam também permaneceram estáveis, indicando que a vacina pode deixar mais lento o processo que dá origem ao câncer de intestino.




Principais sintomas do câncer de intestino



  • O câncer de intestino não apresenta sintomas em seu estágio inicial, e quando os sinais começam a surgir, em geral são inespecíficos.

  • Quando o tumor causa sintomas, muitas vezes já está em uma fase mais avançada.

  • Os sintomas mais comuns incluem alteração do ritmo intestinal, presença de sangue nas fezes, cólicas ou desconforto abdominal, sensação de empachamento, perda de peso e anemia.

  • O diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura.




Como funciona a vacina Nous-209


A vacina é feita a partir de um vírus inativado, usado como transporte para levar ao organismo 209 fragmentos de proteínas que costumam aparecer em tumores do cólon, do estômago e do endométrio.


A ideia principal é ensinar o sistema imunológico a reconhecer esses sinais e atacar células que apresentem o padrão antes que o câncer se desenvolva. De acordo com os pesquisadores, todos os participantes tiveram uma resposta forte das células de defesa, as células T.


Depois da dose de reforço anual, essa resposta ficou ainda mais intensa. Em testes de laboratório, as células conseguiram destruir células tumorais e mostraram capacidade de manter uma espécie de “memória”, o que ajuda o corpo a reagir mais rápido caso novos sinais apareçam.


Foto colorida de mulher sendo vacinada - Vacina experimental indica avanço na prevenção do câncer de intestino - Metrópoles
Depois da vacina, 85% dos pacientes não apresentaram novos pólipos avançados

Próximos passos da pesquisa


Embora os resultados indiquem potencial para prevenir o câncer em pessoas com síndrome de Lynch, os pesquisadores reforçam que ainda é necessário um número maior de participantes e um acompanhamento mais longo.


A expectativa é que, no futuro, a estratégia também alcance a população geral. Mas, por enquanto, os dados atuais já mostram um avanço importante para quem vive com risco hereditário.






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