Dieta vegana ajuda a reduzir uso de insulina na diabetes, diz estudo
fevereiro 14, 2026
Um estudo mostrou que uma dieta vegana com baixo teor de gordura pode ajudar a reduzir em 28% o uso diário de insulina por adultos com diabetes tipo 1. A pesquisa é uma análise secundária de um ensaio clínico randomizado de 12 semanas, publicado em outubro de 2025 na revista científica BMC Nutrition.
A diabetes tipo 1 é uma doença imune em que o organismo deixa de produzir insulina, hormônio responsável por controlar os níveis de açúcar no sangue.
29 participantes seguiram uma dieta vegana com baixo teor de gordura, composta apenas por alimentos de origem vegetal e com cerca de 10% das calorias vindas de gordura.
29 participantes seguiram uma dieta convencional com controle de porções.
Ao final do período, o grupo que adotou a dieta vegana apresentou redução média de 12,1 unidades por dia, o que corresponde a uma queda de 28% no uso total diário de insulina.
Já o grupo da dieta convencional não teve mudanças significativas. O custo da insulina também caiu no grupo vegano: a redução foi de 27%, representando uma economia média de R$ 5,22 por dia.
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Dieta Mediterrânea – Baseada em alimentos frescos, escolhidos conforme a estação do ano, e naturais, é interessante por permitir consumo moderado de vinho, leite e queijo. O cardápio é tradicional na Itália, Grécia e Espanha, usa bastante peixe e azeite, e, desde 2010, é considerado patrimônio imaterial da humanidade. Além de ajudar a perder peso, diminui o risco de doenças cardiovasculares
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Dieta Dash – A sigla significa, em português, Métodos para Combater a Hipertensão e foca não só em diminuir a quantidade de sódio ingerida, mas em alimentos ricos em proteínas, fibras, potássio, magnésio e cálcio. A dieta tem 20 anos e é reconhecida por várias publicações científicas pela eficiência em reduzir a pressão arterial e controlar o peso
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Dieta Flexitariana – Sugere uma redução de até 70% do consumo de carne, substituindo a proteína animal por vegetais, frutas, sementes, castanhas e cereais. Com o regime, o organismo ficaria mais bem nutrido e funcionaria melhor. É recomendado começar trocando a carne vermelha por frango ou peixe e procurar um nutricionista para acompanhar a necessidade de suplementação de vitamina B12, encontrada em alimentos de origem animal
Dose Juice/Unsplash
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Dieta Mayo Clinic – Publicada em 2017 pelos médicos da Mayo Clinic, um dos hospitais mais reconhecidos dos Estados Unidos, o programa é dividido em duas partes: perca e viva. Na primeira etapa, 15 hábitos são revistos para garantir que o paciente não desista e frutas e vegetais são liberados. Em seguida, aprende-se quantas calorias devem ser ingeridas e onde encontrá-las. Nenhum grupo alimentar está eliminado e tudo funciona com equilíbrio
Rui Silvestre/Unsplash
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Dieta Vegana A dieta vegana retira qualquer alimento de origem animal do cardápio: nada de manteiga, ovos ou whey protein. Aqui, a alimentação é composta basicamente por frutas, vegetais, folhagens, grãos, sementes, nozes e legumes. Para quem quer perder peso, a dica é aproveitar que a dieta já é considerada mais saudável por evitar gorduras animais e ter menos calorias, e controlar as quantidades de cada refeição
Anna Pelzer/Unsplash
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Dieta Jenny Craig A dieta é, na verdade, um programa de receitas e algumas refeições prontas, que enfatiza a alimentação saudável e mudança de comportamento. Há acompanhamento de consultores durante todo o processo para garantir que o paciente esteja motivado e informado sobre quantidades e as melhores escolhas. Há um cardápio exclusivo para pessoas com diabetes tipo 2 e um serviço extra de análise de marcadores no DNA para personalizar o tratamento
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Dieta Ornish Criada em 1977 por um professor de medicina da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, o cardápio tem poucas gorduras, carboidratos refinados e proteínas animais. Os alimentos são categorizados em cinco grupos entre o mais saudável e o menos saudável, e é permitido consumir até 59ml de álcool por dia. O programa incentiva também a prática de meditação e ioga, além de exercícios de flexibilidade, resistência e atividades aeróbicas
Amoon Ra/Unsplash
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Dieta Volumétrica – Criada pela nutricionista Barbara Rolls, a ideia é diminuir a quantidade de caloria das refeições, mas mantendo o volume de alimentos ingeridos. São usados alimentos integrais, frutas e verduras que proporcionam saciedade e as comidas são divididas pela densidade energética
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Dieta The Engine 2 Criada para prevenir doenças cardíacas, diabetes, Alzheimer e câncer, é baseada em um cardápio low carb e "forte em plantas". Segundo Rip Esselstyn, é basicamente uma dieta vegana com um "twist": aqui não entram óleos vegetais e o objetivo primário não é perder peso, apesar de um aumento na massa muscular ser comum entre os adeptos
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Vigilantes do Peso – O programa existe há mais de 50 anos e estabelece uma quantidade de pontos para cada tipo de alimento e uma meta máxima diária para cada pessoa, que pode criar o próprio cardápio dentro das orientações. Além disso, há o incentivo a atividades físicas e encontros entre os participantes para trocar experiências
Os pesquisadores sugerem que a dieta pode ter melhorado a sensibilidade à insulina — ou seja, o corpo passou a usar melhor o hormônio. Dietas com menos gordura tendem a reduzir o acúmulo de gordura no fígado e nos músculos, o que pode facilitar a ação da insulina nas células.
Na análise principal do ensaio, já havia sido observado que o grupo vegano apresentou perda de peso média de cerca de 5 kg, além de melhora em indicadores metabólicos.
Para pessoas com diabetes tipo 1, o estudo sugere que a alimentação pode influenciar a quantidade de insulina necessária. No entanto, qualquer mudança na dieta ou na dose de insulina deve ser feita com acompanhamento médico e nutricional, já que o controle inadequado da glicemia pode trazer riscos sérios à saúde.