Mais de 2 toneladas de mel clandestino são retiradas de circulação no DF





Mais de 2,3 toneladas de mel produzido fora das normas sanitárias foram retiradas de circulação em Ceilândia durante uma operação de fiscalização realizada na última semana. A ação fez parte da Operação HoneyPot, conduzida pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (Seagri-DF), com apoio da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e da Vigilância Sanitária.


Durante as inspeções, os fiscais descobriram um local que realizava o processamento e o armazenamento de mel sem autorização dos órgãos responsáveis pela inspeção de produtos de origem animal. O espaço funcionava sem registro em sistemas oficiais, como o Serviço de Inspeção Distrital (SID) ou o Serviço de Inspeção Federal (SIF), exigidos para a produção e comercialização desse tipo de alimento.


Além da irregularidade documental, as equipes constataram que o ambiente apresentava condições inadequadas para a manipulação de alimentos, com problemas estruturais e falhas nas práticas de higiene. A situação foi considerada incompatível com os padrões sanitários exigidos para garantir a segurança do consumidor.


Ao todo, foram recolhidos 2.321,35 quilos de mel, além de duas caixas de melgueira e cinco frascos de extrato de própolis. Todo o material foi apreendido e retirado de circulação. O responsável pelo estabelecimento foi autuado pelas irregularidades identificadas.


O secretário de Agricultura do Distrito Federal, Rafael Bueno, afirmou que o trabalho de fiscalização é essencial para manter a qualidade dos produtos disponíveis no mercado. Segundo ele, a atuação dos órgãos públicos busca impedir a comercialização de itens sem controle sanitário e garantir condições justas para quem atua de forma regular. “Esse tipo de operação evita que alimentos produzidos sem inspeção cheguem ao consumidor e também preserva os produtores que seguem as regras e investem em qualidade”, afirmou.


A subsecretária de Defesa Agropecuária, Danielle Araújo, destacou que o cumprimento das normas sanitárias é fundamental para reduzir riscos à saúde pública. De acordo com ela, ações de fiscalização permitem identificar e retirar do mercado produtos que não passaram por nenhum tipo de controle oficial. “Quando a produção ocorre sem acompanhamento sanitário, não há garantia sobre a procedência ou a qualidade do alimento. Por isso, essas operações são importantes para proteger a população e assegurar que apenas produtos adequados cheguem ao consumidor”, explicou.






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