Adolescentes de 15 a 19 anos ganham nova chance de se vacinar contra HPV

Adolescentes de 15 a 19 anos ganham nova chance de se vacinar contra HPV

Adolescentes de 15 a 19 anos ganham nova chance de se vacinar contra HPV

Imunizante protege contra câncer de pênis, boca, laringe, ânus e colo de útero. Confira quem pode receber a dose

Oferecida normalmente a meninos e meninas de 9 a 14 anos, a vacina contra o papilomavírus humano (HPV, na sigla em inglês) fica disponível, também, para adolescentes de 15 a 19 anos até 31 de dezembro. São mais de 100 salas no Distrito Federal, prontas para imunizar jovens de todos os gêneros. A prorrogação é específica para quem está nessa faixa etária e nunca recebeu a dose contra o vírus.

"As lesões podem demorar até 20 anos para aparecer e mesmo pessoas assintomáticas podem transmitir o vírus"

"Essa vacina tem um espectro de benefícios imenso. Tudo que possa ampliar seu acesso é muito bem-vindo", afirma o médico infectologista David Urbaez, da Secretaria de Saúde (SES-DF). O especialista destaca que o HPV causa verrugas genitais e alguns tipos de câncer, como os de útero, pênis, boca, ânus e laringe. "As lesões podem demorar até 20 anos para aparecer e mesmo pessoas assintomáticas podem transmitir o vírus", alerta.

A imunização é feita em dose única e traz uma vantagem: a proteção é contra quatro tipos do vírus HPV, sendo dois deles considerados de baixo risco e dois de alto risco. Os de baixo risco estão presentes em cerca de 90% das verrugas genitais, enquanto os de alto risco estão associados a 70% dos casos de câncer de colo do útero.

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A SES-DF conta, hoje, com um estoque de aproximadamente 9,3 mil vacinas em seus estoques. De acordo com a gerente da Rede de Frio Central, Tereza Luiza Pereira, com a ampliação do prazo, serão reforçados os estoques nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e ampliadas as ações itinerantes, como as realizadas em escolas, feiras, shoppings e por meio do Carro da Vacina.

"Por ser um público que não adoece muito, esses adolescentes não costumam procurar unidades de saúde. Por isso, fazemos um trabalho ativo para chegar até eles", afirma Pereira. A orientação para quem for tomar o imunizante é apresentar documento de identificação válido e com foto e, se possível, a caderneta de vacinação. A perda dessa última, contudo, não impede a aplicação.

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