Região Oeste debate prioridades para fortalecer SUS em Conferência Regional de Saúde
Encontro considerou propostas de usuários, trabalhadores e gestores para definir diretrizes que serão apresentadas em evento nacional, previsto para 2027
Como parte da programação das Conferências Regionais de Saúde do Distrito Federal, a Região Oeste realizou seu encontro nesta quinta-feira (25). Usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), trabalhadores da área e gestores da Secretaria de Saúde (SES-DF) discutiram os principais desafios da saúde pública na área que abrange Brazlândia, Ceilândia e Sol Nascente/Pôr do Sol.
O superintendente e presidente da Conferência Regional da Região Oeste, Cézar Renk, ressalta que a construção coletiva é essencial para ampliar a qualidade da assistência prestada à população. “O avanço da saúde pública depende da construção conjunta entre todas as frentes. É esse diálogo que fortalece a região Oeste e ajuda a enfrentar nossos desafios", avalia.
As propostas construídas durante os debates serão apresentadas na 12ª Conferência Distrital de Saúde (CDS), que ocorre em 2027.
Com o tema “Saúde, Democracia, Soberania e SUS: Cuidar do Povo é Cuidar do Brasil”, as conferências regionais ocorrem até 1º de julho nas sete Regiões de Saúde do DF. Nessa etapa, a participação é livre para toda a população.
Representando os usuários do SUS, Eduardo Fleury reforça que o espaço permite levar as experiências e as necessidades da população para o centro das discussões. “A participação da sociedade é essencial, pois é dela que surgem contribuições para melhorar a nossa saúde. Quando compartilhamos, ajudamos a apontar caminhos para aperfeiçoar os serviços."
“A participação da sociedade é essencial, pois é dela que surgem contribuições para melhorar a nossa saúde. Quando compartilhamos, ajudamos a apontar caminhos para aperfeiçoar os serviços"
Na região Oeste os três segmentos de participantes se dividiram em grupos para discutir quatro eixos temáticos: democracia, direito à saúde e soberania nacional; financiamento do SUS; desafios relacionados às emergências climáticas e à justiça socioambiental; e modelos de atenção, gestão e cuidado integral.
“O envolvimento dos três segmentos é fundamental para construir propostas viáveis. É ouvindo quem utiliza os serviços que conseguimos apontar prioridades para a saúde pública”, afirma a coordenadora-adjunta da 12ª CDS e membro do Conselho de Saúde do Distrito Federal, Fátima Rôla.
Para o representante dos trabalhadores e presidente do Conselho de Saúde de Brazlândia, Jefferson Júnior, quem atua diariamente na assistência também tem papel decisivo nesse processo. “O profissional está na linha de frente do atendimento, orienta a população e contribui diretamente para o funcionamento do SUS. Sua participação é indispensável nessa etapa”, aponta.
Após a aprovação do Relatório Final da 12ª CDS, o documento é oficialmente enviado à Comissão Organizadora Nacional, onde as diretrizes aprovadas no DF são integradas aos relatórios dos demais estados, compondo o Relatório Consolidado Nacional. Esse instrumento serve de base para as deliberações e votações da 18ª Conferência Nacional de Saúde (18ª CNS), prevista para julho de 2027.
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