OMS confirma surgimento de nova variante de mpox e pede vigilância
fevereiro 17, 2026
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou o surgimento de uma nova cepa do vírus mpox. Dois casos relacionados à ela foram identificados até o momento: um na Índia e outro no Reino Unido. A entidade pediu que autoridades de saúde façam a vigilância contínua do vírus.
Uma atualização atualizada sobre os dois casos foi publicada no sábado (14/2). A cepa recombinante contém material genético de duas cepas conhecidas — dos clados Ib e IIb do vírus.
A OMS esclarece que a recombinação é um processo natural que pode ocorrer quando dois vírus relacionados infectam a mesma pessoa e trocam material genético, produzindo uma nova variante. Ainda não se sabe se o novo exemplar se tornou mais transmissível ou perigoso.
“Devido ao pequeno número de casos encontrados até o momento, conclusões sobre a transmissibilidade ou a caracterização clínica da mpox causada por cepas recombinantes seriam prematuras, e continua sendo essencial manter a vigilância em relação a esse desenvolvimento”, afirmou a OMS em comunicado.
Confirmação de dois casos de nova cepa de mpox
Um dos casos foi identificado em dezembro de 2025 no Reino Unido, com um paciente com histórico de viagem para um país do Sudeste Asiático.
O outro é um paciente que desenvolveu sintomas em setembro de 2025, após viagem para um país da Península Arábica.
Uma análise genômica detalhada mostrou que os dois indivíduos “adoeceram com várias semanas de intervalo, infectados pela mesma cepa recombinante”, sugerindo que podem existir outros casos não detectados.
Nenhum caso secundário foi detectado após o rastreamento de contatos doa pacientes.
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A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), agência internacional dedicada a melhorar as condições de saúde dos países das Américas, destinou lotes de doses da vacina contra a varíola dos macacos a diversas nações, incluindo o Brasil. Segundo especialistas, o esquema vacinal dos imunizantes é de duas doses com intervalo de cerca de 30 dias entre elas
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Concebida para agir contra a varíola humana, erradicada na década de 1980, a vacina contra a condição também serve para evitar a contaminação pela varíola dos macacos, por serem doenças muito parecidas
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Tanto o vírus causador da varíola humana quanto o causador da varíola dos macacos fazem parte da família "ortopoxvírus". A vacina, portanto, utiliza um terceiro vírus desta família, que, além de ser geneticamente próximo aos supracitados, é inofensivo aos humanos e ajuda a combater as doenças, o vírus vaccinia
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Homens que fazem sexo com outros homens e as pessoas que tiveram contato próximo com um paciente infectado foram consideradas prioritárias para o recebimento das doses
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Atualmente, existem duas vacinas em uso contra a varíola dos macacos no mundo: a Jynneos, fabricada pela farmacêutica dinamarquesa Bavarian Nordic, e a ACAM2000, fabricada pela francesa Sanofi
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A Jynneos é administrado como duas injeções subcutâneas (0,5 mL) com 28 dias de intervalo. A resposta imune leva 14 dias após a segunda dose
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A ACAM2000 é administrado como uma dose percutânea por meio de técnica de punção múltipla com agulha bifurcada. A resposta imune leva 4 semanas
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A vacinação contra a mpox é uma estratégia indicada tanto para a prevenção e defesa quanto para ensinar o corpo a combater o vírus antes de uma infecção
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Entre os sintomas da condição estão: febre, dor de cabeça, dor no corpo e nas costas, inchaço nos linfonodos, exaustão e calafrios. Também há bolinhas que aparecem no corpo inteiro (principalmente rosto, mãos e pés) e evoluem, formando crostas, que mais tarde caem
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A transmissão do vírus ocorre, principalmente, por meio do contato com secreções respiratórias, lesões de pele das pessoas infectadas ou objetos que tenham sido usados pelos pacientes. Até aqui, não há confirmação de que ocorra transmissão via sexual, mas a hipótese está sendo levantada pelos cientistas
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O período de incubação do vírus varia de sete a 21 dias, mas os sintomas, que podem ser muito pruriginosos ou dolorosos, geralmente aparecem após 10 dias
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Avaliação de risco da OMS
A OMS avalia que o risco de infecção pelo vírus mpox continua o mesmo: moderado para homens que fazem sexo com homens com parceiros novos e/ou múltiplos e para profissionais do sexo ou outras pessoas com múltiplos parceiros sexuais casuais, e baixo para a população em geral sem fatores de risco específicos.
“Todos os países devem permanecer alertas para a possibilidade de recombinação genética do MPXV”, afirmou a OMS.
A organização pede a continuidade da vigilância epidemiológica, do sequenciamento genético, da vacinação de grupos de risco e de medidas de prevenção e controle de infecções.